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domingo, 8 de agosto de 2010

Remuneração de Executivos

A revista Valor Investe, publicada pelo jornal Valor Econômico, publicou matéria na sua edição de agosto tratando de uma questão que vem chamando mais atenção a cada dia, a remuneração de executivos.
Esse tema, com o qual muitas vezes os RHs tem dificuldade de lidar, vem ganhando a mainstream e cada vez mais apresenta oportunidades de desenvolvimento para a área. Ocorre que, para tratar do tema, é preciso, no mínimo, ter algum gosto pela área financeira e estatutária. As grandes discussões ligadas a remuneração desde grupo estão ligadas às opções de ações, como coloca a revista:
  • Qual quantidade de ações o plano distribui
  • Se o controle dos acionistas não será diluído
Interessante notar também que as opções são consideradas interessante instrumento de retenção pois, se apresentarem um período de vesting de longo prazo, dificultam a saída voluntária dos bons executivos. Além do prazo (vesting), o preço da opção também é alvo de discussão.
Aos colegas de RH, recomendo a leitura e o investimento de tempo em entender melhor essas modalidades de remuneração a fim de contribuírem de forma mais significativa com a gestão empresarial.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

RH e Governança Corporativa

A ligação de boas práticas de RH com excelentes princípios de Governança Corporativa é evidente. Vale dizer que, na minha visão, dentro de 2 a 5 anos, os RHs que souberem acompanhar essa questão, se diferenciarão e vão ganhar as melhores posições junto aos presidentes e no mercado, de uma forma geral.

Neste Blog já tratamos um pouco sobre a questão da remuneração dos principais executivos da empresa. Também já falamos um pouco do papel que os RHs passam a ter a chance de desempenhar nos Conselhos, com a criação de Conselhos voltados para questões de remuneração.

Outro tema interessante que tem aparecido recentemente são as chamadas poison pills, que foram assunto da revista Exame e do Valor Econômico. Para quem desconhece, a definição do próprio texto da Exame:
  • "Trata-se de um termo de proteção, principalmente de empresas com capital pulverizado, ou seja, sem controlador definido, para evitar operações hostis de tomada de controle acionário. A cláusula estabelece um "gatilho" sensível a um percentual limite de ações pertencentes a um mesmo controlador. Caso o investidor queira se tornar detentor de uma quantidade de ações acima do percentual estabelecido no estatuto da empresa, ele é obrigado a fazer uma oferta pública de aquisição dos demais papéis, dando aos acionistas a oportunidade de se desfazer de suas posições."
Esse dispositivo legal, que a primeira vista parece não ter nada a ver com RH, na verdade está sim ligado a nossa área. Por que?

Em última instância, Poisons Pills é um instrumento que visa que o comprador de uma empresa pague por uma empresa um preço maior do que o que vem sendo negociado em bolsa. Se a administração vem entregando resultados ruins (clássico problema de RH - desempenho), adotar a pílula pode ser uma maneira evitar compras que visassem uma troca de controle para obtenção de melhores resultados e, consequentemente, derrubada do CEO (algo que era comum nos anos 80, época mais intensiva dos Leveraged Buyouts).

Não há muitos estudos conclusivos sobre o tema. Há um do Japão, escrito em inglês, para quem tiver coragem de ler.
 

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